Não estou nem aí…

“Não estou nem aí!”
Essa expressão bastante comum em nossa língua é, obviamente, uma figura de linguagem. Eu estou, literalmente, aí, mas quero deixar claro que não me importo com o problema e nada farei para contribuir em uma possível solução.
Como é a expressão duma postura, duma atitude – ou da falta de uma – muitas vezes acontece mesmo sem palavras. Há muita gente hoje que “não está aí” ainda que esteja à nossa vista.
Como o profeta Jonas, que dormia no porão de um barco que estava prestes a soçobrar. Não estava aí, ainda que estivesse. Se não fosse o capitão do barco chamá-lo a “estar aí”, talvez Jonas e todos os demais tivessem perecido. Só tarde demais ele descobriria que não é simples “não estar aí” como ele pensava.
Às vezes o pastor da igreja, tal como o capitão do barco, precisa investigar os porões do seu navio, para ver se não há alguém dormindo e comprometendo a segurança de todas as pessoas no barco. Precisa dizer a eles: “Que tendes, dormentes?”
“Levanta, clama ao teu Deus!”, disse o velho marinheiro, mostrando que a oração de um, mesmo sonolento, era útil e podia definir a situação, poupando a todos e ao barco também.
Se o seu pastor ou, antes dele, o Espírito Santo, lhe encontrar e disser: “Desperta, tu que dormes!” não demore, talvez só esteja faltando a sua oração pra tormenta de muita gente chegar ao fim.

Sugestão para quem quer aprender (ou se aperfeiçoar) em música

Eu me envolvi com a música desde a adolescência e creio que Deus usou isso para me integrar mais na Igreja. O convívio com os músicos da igreja demonstrou que o conhecimento musical ganha muito sentido quando você direciona seu esforço em aprender e se aperfeiçoar para ser útil à congregação. Os cultos diários me ajudaram a perseverar. Mas naquele tempo – e ainda hoje – a maioria dos músicos da igreja era composta de amadores e o ensino de teoria musical era resultado de um membro mais abnegado e desejoso de ver o Senhor levantar valores novos nesse meio. Continuei autodidata (pelo menos não coloco a culpa em mais ninguém…).

Hoje quero compartilhar um espaço que conheci chamado “Descomplicando a Música” (clique aqui: http://www.descomplicandoamusica.com). Como o próprio nome sugere, o foco deles é incentivar e ajudar as pessoas a se envolverem mais e encontrarem material acessível e de boa (ótima) qualidade para desenvolverem suas aptidões musicais. Faça uma visita, vai gostar.

A Apresentação de Paulo

No início da carta que escreveu aos Romanos, Paulo diz assim:

Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.
Romanos 1:1

Portanto é como se ele apresentasse três pontos de vista a seu próprio respeito:

  • Com relação a Cristo ele era seu servo
  • Com relação à Igreja ele era apóstolo
  • Com relação  ao mundo ele havia sido separado (para outro ambiente, que ele chama de evangelho)

Quero me ater em especial neste último ponto – separado para o evangelho.

A palavra IGREJA (do grego εκκλησία [ekklesía] através do latim ecclesia) é uma palavra de origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta (a tradução grega da Bíblia Hebraica) para traduzir o termo hebraico q(e)hal Yahveh, usado entre os judeus para designar a assembleia geral do “povo do deserto”, reunida ao apelo de Moisés. Etimologicamente, a palavra grega ekklesia é composta de dois radicais gregos: ek, que significa para fora, e klesia, que significa chamados (Definição dada pela Wikipedia).

Assim poderíamos resumir dizendo que a definição de igreja é “chamados para fora”.

Fomos chamados. Não arrastados. Não obrigados. Não conduzidos coercitivamente. Chamados. Ao atender voluntariamente a este chamado, aceitamos essa condição embutida nela: a SEPARAÇÃO (do mundo e de seus valores).

Paulo parecia não ter qualquer dificuldade de encarar as coisas deste modo, como muitos cristãos hoje tem. Muitos parecem sofrer tanto com a rejeição do mundo ao ponto de deixarem de se alegrar no fato de que fomos aceitos pelo Senhor. Já pensou nisso?

ACEITOS!

Não hesite em se separar do mundo e não se entristeça se o mundo rejeitar você. Achegue-se ao Senhor. Encerro este texto com o conselho de outro apóstolo:

Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Tiago4:8

Não é nada do que você está pensando…

elijah-ravens_smallAo ver uma revoada de corvos, algum contemporâneo de Elias que estivesse perto do ribeiro de Querite poderia pensar que havia algum morto por lá. E que os corvos estivessem tirando alimento de seu corpo inerte para si. Mas não era nada disso, os corvos estavam levando – não tirando – alimento para um vivo. Um vivo que estava escondido por Deus naquele lugar.

Você pode estar também, em obediência ao Senhor, no lugar onde Ele ordenou que você estivesse. Talvez alguém próximo esteja pensando que suas lutas – assim como os corvos no tempo do profeta – estejam tirando alguma coisa de você. Mas, ao contrário, suas lutas estão trazendo alimento e sustento pra você. Você vai sair dessa situação mais forte. Creia. O nosso Deus até mesmo inverte a ordem natural das coisas, se assim Ele desejar, para cuidar de nós.

Os tempos de refrigério

Placas de Transito do Brasil

Em Atos 3:19 lemos:

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”

Segundo o apóstolo Pedro, que pregava a muitos dos que presenciaram, anteriormente, a crucificação do Salvador, duas medidas deviam ser tomadas por todos os ouvintes:

1 – O arrependimento
Segundo a definição do dicionário de Aurélio, arrepender é “Lamentar ou ter pena por alguma coisa feita ou dita ou não feita ou não dita”. Alguém certa vez definiu que se arrepender é se sentir como se, estando outra vez na mesma situação, não tornasse a fazer (ou a deixar de fazer) o que fez.

2 – A conversão
Converter é fazer uma mudança de direção. No nosso caso, é deixar de ir na direção da perdição, a Eternidade sem Deus, e caminhar rumo à Eternidade com Deus.

Pedro afirma que essas duas condições são necessárias para que venham “os tempos de refrigério pela presença do Senhor”. É a presença do Senhor que traz o refrigério.

Muito bem, mas como conciliar isso com a afirmação de Jesus de que teríamos neste mundo aflições?
É bem simples. Não somos aflitos o tempo todo. Nem temos refrigério em todo o tempo. Cada aflição cumpre seu propósito (afinal, até elas colaboram para o bem dos que amam a Deus). E é seguida por um tempo de refrigério.

Tudo isso vai se suceder até que, conforme Pedro diz, no verso 21, cheguem os tempos da restauração de tudo. Maranata!

“…eis que ele está orando.”

E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando;
Atos 9:11

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Não temos mais nenhuma informação sobre esse Judas (forma grega do nome “Judá” que significa “Louvor”).

Mas nessa casa (de louvor), na rua chamada – ora vejam! – Direita, havia um homem orando. Para lá é enviado o discípulo Ananias para… orar também!

Assim temos que a casa de louvor, aquela da rua Direita, era lugar de gente orar junta. Casa de oração.

Não sabemos também mais detalhes sobre o que aconteceu a Ananias depois dessa ocasião. Pode ser até que, noutro momento, tenham se invertido os papéis:
– “Irmão Paulo, poderia orar por mim?”
– “Claro, Ananias, ajoelha aí…”

O Espírito Santo continuará dizendo aos homens no caminho de Damasco: Entra na cidade e lá te será dito o que deves fazer. A Igreja que ora continuará tendo o conselho melhor para os que querem viver na presença do Senhor com quem se encontraram, para que lhes caiam as escamas dos olhos e sejam cheios do Espírito Santo.

O Senhor Jesus poderia ter concluído o que começou quando falou com Saulo naquele dia, mas preferiu começar logo a ensinar a ele o que é viver no Corpo e depender dos irmãos.

Cristo, nossa páscoa

cristo nossa páscoaQuando o bondoso Salvador reúne seus mais íntimos amigos à roda da mesa para celebrar a última páscoa, celebração que ganharia agora uma nova roupagem para um novo momento na história do relacionamento do Senhor com o homem, toca novamente num ponto importantíssimo. Ou dois pontos: Sua carne e Seu sangue.

Ele já havia abordado esse assunto quando, no dia seguinte à primeira multiplicação de pães, disse à multidão: “se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” (João 6:53).
À luz da revelação do Espírito Santo, fica evidente que Ele falava do Seu Corpo – isto é, da Sua Igreja que, tal qual Eva era para Adão: “carne da minha carne”.
E falava também da Sua vida, pois “a vida de toda a carne é o seu sangue” Levítico 17:14.- isto é, falava do Seu Espírito Santo.

Então temos:
Carne >  Corpo  >  Igreja
Sangue > Vida > Espírito Santo

  • Não existe Vida fora do Corpo > o lugar da atuação vivificante do Espírito Santo é na Igreja Fiel.
  • Não existe Corpo sem Vida > é apenas um ajuntamento de carne, um cadáver: ainda que tenha forma, não tem plena existência e significado. Pode ser chamada de igreja mas é infiel, ou seja, não cumpre seu propósito diante do Eterno se o Espírito Santo não estiver atuando ali.

Mas, para não nos alongarmos num assunto que se estenderá por toda a Eternidade, pois é o cerne do evangelho, quero salientar outra passagem do ministério de Jesus em que Ele toca no mesmo assunto. Está em Mateus 6:25b:

“Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (grifo meu).

Mantimento e vestuário são acessórios, complementos. Muitos põe neles a sua atenção. Porém o Pai Celestial nos presenteou com a Vida (no sangue do Seu Filho, que representa o Espírito Santo) e o Corpo (a comunhão com os irmãos onde, segundo o salmista, o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre). Os gentios, disse Jesus, procuram essa coisas, esses acessórios, mas o vosso Pai sabe que necessitais delas. Buscai primeiro o Reino de Deus. Corremos o risco de perder o foco no principal e nos distrairmos com o que é secundário. Assim seríamos como os gentios, como as gentes que estão fora do concerto eterno. Ele que nos deu o Corpo e o Sangue, não nos negando seu próprio Filho, como não nos dará com Ele todas as coisas?

Vamos orar mais. Vamos nos consagrar mais. É o maior investimento de nossas vidas. Vai valer a pena.