Toda casa tem dracmas – ou devia ter…

Quando fala da mulher que perdeu uma dracma na parábola contada em Lucas 15:8,9 Jesus deixa um ensino importante sobre a família.
Na verdade, quando Deus criou a família deu a ela um conjunto de valores que são a sua verdadeira riqueza.
Coisas como lealdade, confiança, amor, companheirismo, paciência, tolerância, disciplina, conselho… e outras tais.
Esses reais valores estão se perdendo em algumas casas e as pessoas não estão lhe dando o devido valor.
A dracma era uma moeda de pequeno valor comercial e, para alguns, talvez nem fizesse falta. Perde-se uma hoje, outra amanhã…
Mas aquela (sábia) mulher, ao primeiro sinal de perda tomou logo suas providências:

  • Acendeu a candeia – Não é de se espantar que em uma casa às escuras as coisas se perdessem. Se não houver em nossa casa a luz verdadeira que alumia o mundo, não há como se conservar seus reais valores. Acender a candeia é ter o coração cheio do Espírito Santo e a casa conduzida na orientação do Senhor, à luz dos dons espirituais.
  • Varre a casa – Mesmo as sujeiras mais finas, que entram pelas pequenas brechas, precisam ser retiradas. Enquanto resgatava seu valor perdido, aquela mulher purificava sua casa. Precisamos disso também em nossos lares.

Mas ninguém varre uma casa no escuro. Não dá certo. É preciso fazer essas coisas na mesma sequencia: Acender a candeia e, então, varrer a casa. Há pessoas que querem limpar sua vida antes de aceitar Jesus em sua casa. Mas é Ele quem lhe dará condição de limpar sua casa e sua família.
Depois disso a alegria dela transbordou para seus amigos e vizinhos.

Chorando pela própria família

Diz a Palavra do Senhor que Davi com seus soldados, ao voltar de uma campanha vitoriosa para sua cidade, Ziclague, encontrou sua casa queimada a fogo, saqueada e sem sua família.

Davi não blasfemou – mas ficou amargurado.
Davi não murmurou – mas ficou muito abatido.
Davi não pecou contra Deus – mas encontrou forças n’Ele.

Diz o texto (I Samuel 30) que Davi chorou até não ter mais forças.
Chorou por seu lar até não ter mais forças

Às vezes, mesmo tendo vitórias fora de nosso lar, prosperando nos estudos e no trabalho, o homem encontra seu lar em ruínas.
Ao invés de blasfemar, murmurar ou pecar contra Deus, o servo do Senhor chora. Chora aos pés do Senhor, procurando forças n’Ele.

Muitos de nós já aprendemos isso. Temos orado, jejuado e madrugado pelos familiares.
Mas será que estamos imitando Davi no seu comportamento que o levou a um lar mais enriquecido?
(Eles perseguiram os amalequitas sob orientação de Deus e resgataram a família e ainda saquearam os inimigos)

Davi chorou enquanto teve forças.
Às vezes choramos por um ou dois dias depois de constatar que os filhos estão se distanciando de nós ou do Senhor.
Às vezes jejuamos por uma semana quando desconfiamos que podem não estar vivos mais – espiritualmente.

Faça como Davi. Chore ATÉ NÃO TER MAIS FORÇAS. Mesmo sob ameaças, como Davi, que quase foi apedrejado.

“…põe as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas no teu livro?” Salmo 56:8

“… de jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos…” Salmo 109:24

Pedro e o peixe que pagou sua dívida

Maurílio Matheus me mandou isto:

Na ocasião em que Pedro foi questionado sobre se seu Mestre pagava tributos (Mat. 17:24) podemos entender que:

  • Pedro tinha um tributo a pagar – isso remete à nossa condição de devedores, como ele.
  • Não temos com que pagar: Salmo 49:8
  • O conselho de Jesus: Pedro deveria ir ao mar e pegar um único peixe.
  • Entre tantos “peixes”, somente um trazia consigo (dentro de si) o valor do resgate (Moeda de prata – salvação)

Era simples mas exigia fé: crer que o único peixe continha dentro de si o valor necessário à salvação. O evangelho é simples, mas é para aqueles que crêem.

O peixe tirado do mar que continha dentro de si o valor da redenção – Tipo do Senhor Jesus que se igualou ao homem pecador para resgatá-lo

Porém seria necessário que o peixe fosse morto para que o tributo fosse pago – A morte vicária e substitutiva do Senhor Jesus.

A redenção estava dentro do peixe à assim como a vida eterna está dentro de Jesus (E o testemunho é este: Que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. IJo 5:11-12).

Ótimo isso, não?

E outra caiu entre espinhos…

“…e os espinhos cresceram, e sufocaram-na”

Se, da mesma maneira com que poderíamos tratar a terra solada ao pé do caminho, cuidarmos para que o novo convertido lance de seu coração os “cuidados do mundo e a sedução das riquezas”, essa terra também permitirá à semente um desenvolvimento saudável.

Assim vemos que a parábola do semeador pode muito nos servir para despertar no coração da igreja a certeza de que vale a pena o esforço empreendido junto aos novos.

Se não for assim, dos visitantes restarão apenas os que já vierem para a igreja com o coração preparado. São aqueles que se firmam, a despeito de nossas muitas falhas ao assistirmos a sua vida. Imaginamos que crescem por si só, afinal são eles os beneficiados mesmo…

Se nos lançarmos a este trabalho de cooperar com o semeador, muito possivelmente a proporção entre a semente lançada diariamente e os frutos colhidos será outra.

Outra caiu entre pedregais…

“…onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.”

Algumas pessoas, quando recebem a Palavra, conservam no coração certas resistências, reservas da dureza natural do coração humano. A princípio essas coisas parecem não impedir a integração da pessoa na igreja e algumas poucas experiências com Deus.

Porém, com a saída do sol das lutas, essas pequenas coisas ganham muita importância. São como as pedras ocultas sob a superfície recebem e retém mais calor do que a terra ao redor. E isso é capaz de matar a raiz que garantiria a vida da plantinha recém nascida.

Por isso é bom a gente logo tratar dessas pequenas reservas que nosso coração costuma guardar, levando-as diante do Senhor em oração. Dúvidas, reclamações e possíveis saudades de pecados já abandonados, sem falar nos que ainda insistem em nos acompanhar.

Amanhã a gente fala dos dois tipos de terrenos restantes.

Saiu o semeador a semear

Já te pareceu falar de Jesus para uma pessoa que não pretende te ouvir? Ou já se deparou com alguém que dois ou três dias depois de uma experiência maravilhosa com Deus parece que nunca esteve na igreja? Ou então outro que havendo começado muito bem na caminhada parece ter perdido toda a alegria de servir ao Senhor com o passar de alguns meses, parecendo que salvação para ele é um grande fardo, que leva aos suspiros? Pois é disso que trata essa parábola.

Esta é a primeira das sete parábolas de Mateus 13. O próprio Senhor Jesus afirma que a semente é a Palavra de Deus. Assim já sabemos que a semente é boa. As diferenças observadas na colheita em cada solo se devem à variedade do terreno, o modo com que cada tipo de coração interage com a semente-Palavra.

Para que este post não fique muito extenso vamos ver o primeiro tipo de solo mencionado na estória do Professor:

E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; – Mateus 13:4

É já comum aos pregadores da Palavra associar esse tipo de terreno com o coração endurecido pelos muitos “pisões” que leva, as decepções da vida, que tornam o homem resistente a qualquer tipo de semente que queira entrar.

Mas o que queremos salientar é que mesmo este tipo de coração pode ser trabalhado. Claro que haveremos de empenhar mais esforço, afinal será necessário quebrar e esterroar para que se possa entranhar a semente que, teimosa, trará vida àquele solo morto.

Esse é o tipo mais árduo de assistência que há. Espantar as aves que rodeiam o coração do homem, usar a ferramenta certa – oração, jejum, madrugada, visitas, serenatas – para quebrantar o solo petrificado.

Mas, qual o homem duro o suficiente para resistir à ação do Espírito Santo?

Escutai vós, pois, a parábola do semeador.
Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho; Mateus 13:18, 19

E desta outra história, você se lembra?

E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?
E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? Atos 8: 30, 31a

Poderão viver estes ossos?

Ao se deparar com um vale de ossos secos, mostrados a ele pelo Senhor, Ezequiel (cap. 37) não podia imaginar como aquela infinidade de cacos poderia tornar-se novamente em uma estrutura útil e – ainda mais difícil imaginar – viva.

Cada ser humano adulto é formado por cerca de 200 ossos. Uma vez desconjuntados e mortos (secos), como remontar isso?

Só o crânio é composto por cerca de 22 ossos, fora os ossículos dos tímpanos. Quer dizer, montar um crânio é um verdadeiro quebra-cabeça – ou o contrário disso…

Por isso a pergunta feita ao profeta só aceita uma resposta: Senhor, Tu o sabes.

A ordem que Ezequiel recebeu foi a de profetizar. Enquanto ele profetizava, houve um reboliço e juntou-se cada osso ao seu correspondente. Em seguida vieram carne, tendões e pele. Por fim veio sobre eles espírito e viveram.

Às vezes o homem, morto espiritualmente, fica reduzido a um montão de ossos secos. Como fazê-los reviver?

Só a profecia pode reviver o homem. Aí está a diferença entre a Palavra revelada e a teologia/filosofia/razão/letra.

Sua vida parece-se com isso? Passe então a dar ouvidos à Palavra Revelada, o Senhor promoverá o reboliço necessário para que as coisas se encaixem em seu devido lugar.