Tende sal em vós mesmos

Na década de 80 havia um comercial de refrigerante em que um sujeito chegava num bar, vindo do deserto, com aparência de quem estava já desfalecendo de sede, e pedia… um saco de batatas fritas ou uma tigela de farofa. Depois de comê-las, só então pedia a tal bebida gasosa. O narrador dizia: “Provoque sua sede”.

Sendo o Senhor Jesus a fonte que nos convida a saciar a sede da alma, é curioso Ele utilizar a figura do sal, um elemento que desperta a sede. Mas quero compartilhar com vocês uma experiência.

Um grupo de jovens em Muriaé, há alguns anos atrás, começou a conviver com um rapaz, crente de uma denominação tradicional. Rapaz sincero e dedicado, mas que não havia experimentado ainda a bênção do Espírito Santo. O Senhor então orientou aos jovens da nossa igreja que começassem a compartilhar com ele as bênçãos que recebiam em cada culto. Todo dia era uma notícia nova: Um que havia sido curado, outro que recebia uma libertação, uma palavra revelada, um momento de quebrantamento. Tudo contado com a alegria e entusiasmo que tais assuntos merecem.

Na verdade o que estávamos fazendo era semelhante a dar ao moço uma colherada diária de sal. Ele ficava ainda mais sedento e não achava água nas reuniões monótonas e sem vida de sua denominação.

 Até que um dia ele disse assim: Eu posso assistir a um culto na sua igreja? Graças a Deus ele foi e encontrou águas abundantes. Saciou sua alma e lavou seu coração.

Há ainda hoje muitos jovens (e adultos… e crianças também!) à nossa volta que precisam ser despertados para uma vida espiritual abundante de experiências e alegrias santas e verdadeiras. Uma colherinha de sal diária será o suficiente. Você tem uma aí?

Algumas considerações sobre a mensagem para o Natal

Apenas dois pequenos grupos descobriram – por revelação – sobre a chegada do Messias: Uns poucos pastores (judeus) e uns poucos magos (gentios). Os demais homens continuaram a viver normalmente, alguns valorizando a família (outros não), valorizando os amigos (outros não), fazendo planos para o ano seguinte… como hoje, quando apenas uns poucos homens estão descobrindo, por revelação, o Projeto de Deus na pessoa de Seu Filho Maravilhoso e Sua volta iminente.

Ao ver Jesus, se sentiram impelidos a sair e “divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita; E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.” Lucas 2:17,18. E você, que tem visto o Salvador tem tomado atitude semelhante? Então pode esperar reação semelhante de todos que lhe ouvirem também.

Aos pregadores:

  • Quanto à data: NÃO infere-se pelos textos proféticos, bíblicos e históricos que se trata de uma época próxima da data celebrada. Acreditam os estudiosos que possa ter sido entre março e abril, quando já passou o inverno e o tempo volta a esquentar no hemisfério norte – razão suficiente para os pastores apascentarem suas ovelhas à noite.
  • A voz do último profeta, (João Batista), NÃO dava sinais de que o evento estava prestes a se manifestar – Sendo apenas alguns meses mais velho do que Jesus, João era apenas um bebê quando Ele nasceu e só iniciaria sua pregação pouco antes do MINISTÉRIO DE JESUS, cerca de 30 anos mais tarde.
  • Cuidado aqui: Simeão e Ana NÃO eram da família de Jesus, como pensam alguns. Estavam, sim, atentos à profecia, ao falar do Espírito Santo.

O Maior e o Menor

Os últimos livros do Velho Testamento são chamados de “Profetas Menores”. Mas justamente depois dos registros deles vem, em Mateus, o registro da vida de João Batista, a quem nos referimos como “último profeta da lei”.

Jesus, porém, diz dele que não apareceu outro maior (fora do reino dos céus – seria antes do evangelho da Graça?) . Mas, prossegue o Mestre, o menor no (dentro do) reino dos céus é maior do que ele.

Há muito mistério nas afirmações de Jesus sobre o Reino, só saberemos todos os detalhes na eternidade. Mas, o que fazia de João diferente de todos os outros profetas, todos menores do que ele, que nem mesmo um pequeno livro escreveu?

Entre outras coisas, poderíamos chamar a atenção aqui para o fato de ter sido ele – e só ele, dentre todos os demais profetas – a presenciar o cumprimento da maior profecia do VT: a vinda do Messias. Ele anuncia E APRESENTA o cumprimento da profecia. Que privilégio, não?

Mas e quanto a nós? Nós, os menores no reino dos céus, somos portadores de profecia maior ainda: ELE VOLTARÁ E REINARÁ PARA SEMPRE! VIVA O REI!

Se podemos repetir aqui o conceito de maior usado por Paulo na carta aos Coríntios, maior é mais útil. Se a palavra de João Batista fez tremer o vale do Jordão, a nossa deve fazer tremer o mundo inteiro: MARANATA!

E quando já era dia…

Temos boas referências em muitas personagens da Bíblia, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Mas a maior delas sempre será o nosso Salvador, o Senhor Jesus.

Em Lucas 6, lemos que Ele vivia um momento importante em Sua Obra. Precisava escolher os homens que lhe sucederiam, anunciando mundo afora as boas novas da salvação, seus discípulos. Onisciente que é, poderia simplesmente chamá-los a Si sem qualquer preparo. Mas diz a Palavra que o Mestre passou a noite em oração no monte. Quando amanheceu, Jesus chamou a si os que escolheu.

A noite é o momento de pouca luz. Não se escolhe bem nessa hora, certo? Não se compra um carro ou um terreno à noite, no escuro.

Se, portanto, não é bom momento para tomar uma decisão, o que fazer? O que Jesus fez: orar. Não há nada mais eficiente a se fazer na hora escura.

Vindo, porém, a luz (e ela SEMPRE vem para quem ora), Jesus concluiu aquela importante etapa de Seu trabalho, fazendo boa escolha.

Aí está o ensino para nós: Na hora escura, com pouca luz (revelação) não devemos nos precipitar em escolhas importantes. O melhor a fazer é orar, orar até se obter mais clareza.

Mas alguém dirá: Jesus orou, escolheu e, ainda assim levou um Judas no meio dos outros onze. Acontece que Judas era um elemento profetizado, parte do plano perfeito do Pai. Do mesmo modo pode acontecer de alguma escolha nossa, feita cuidadosamente com oração e busca, resultar em uma situação indesejável ou inesperada. O que fazer? Murmurar? “Ah, mas eu consultei ao Senhor e deu errado…”. Deu errado porque era para dar mesmo. Mas – que alegria! – fizemos a vontade do Senhor. Ele transformará minha momentânea tristeza em alegria duradoura, pois todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus – Amar a Deus é aguardar Seu conselho e obedecer Sua orientação.

O convite do Rei

Já que estamos conhecendo mais nesta semana o Senhor Jesus representado como Rei no Velho Testamento, vamos nos debruçar sobre a história de Davi, um dos tipos do Rei-Salvador. Vamos atentar para o momento em que, depois de vencida a guerra contra o usurpador saído de sua própria casa, o grande salmista retornava para ser aclamado novamente no seu palácio.
Antes de passar para a outra banda do Jordão, rumo a Jerusalém, faz um convite ao amigo Barzilai: “Passa tu comigo, e sustentar-te-ei comigo em Jerusalém.” Afinal, aquele homem havia aberto a porta de sua casa para ele e o rei o recompensaria da mesma forma: abrindo seu palácio para recebê-lo.

Porém aos 80 anos – Idade em que Calebe se sentiu tão disposto quanto aos 40 para conquistar montanhas – Barzilai não se dispôs a aceitar a bela proposta real. Seus argumentos nos fazem pensar que há muitos crentes hoje prontos a recusar o convite do Rei Jesus para ir para a Jerusalém Celestial com Ele:

 – Quantos serão os dias dos anos do teu servo? – Muitos estão se esquecendo da Eternidade. Estão contando seus dias para a morte. Moisés – que aos 80 anos começou a trabalhar para o Senhor e o fez por outros 40 anos – desejou aprender a contar os dias.

Poderia eu discernir entre bom e mau? – Ai do cristão que não consegue mais separar e chama ao bom “mau” e vice-versa.

Poderia o teu servo ter gosto no que comer e beber? – É o perigoso fastio espiritual, quando os pratos da mesa real deixam de parecer saborosos. Ler a Bíblia ou orar não lhe atrai mais.

Poderia eu mais ouvir a voz dos cantores e cantoras? – Louvor? Que louvor?

Por que seria eu ainda pesado para o rei? – Já era pesado para ele. Alguns hoje se sentem pesados. É uma grande, enorme luta orar de madrugada ou visitar, ir ao culto…

Deixa voltar e morrerei na minha cidade. – Estava certo nisso: voltar é morrer, junto aos pais, junto à tradição.

Eis aí está Quimã, que passe com o rei meu senhor. – Nada mais se sabe de Quimã. Mas o nome dele o define: significa “desejoso”, “anelante” – como todos os que acompanharão o Rei além do Jordão, à Nova Jerusalém.

Davi encerra a conversa afirmando: tudo que me pedires farei.

Alguns estão “pedindo” para ficar para trás. Eu não!

Um problema na tenda de Noé

(ampliando o assunto tratado num e-mail que recebi, de gente séria e temente ao Senhor)

“Acontece nas melhores famílias” – Você já ouviu isso mais de uma vez, certo?
Pois bem, a família de Noé, apesar de unida no trabalho de construir a arca, também passou por situações difíceis.

Passado o dilúvio, Noé plantou uma vinha, colheu seu fruto e fez vinho. Bebeu do vinho e embriagou-se. Um bom sono e, talvez, uma dorzinha de cabeça, deveria ser todo o resultado daquela situação, se não fosse a insensatez de seu filho do meio.
Cão entrou na tenda de Noé e viu o pai naquela situação e, ainda por cima, nú. Sem qualquer cuidado, Cão saiu da tenda e foi contar o que viu aos que estavam de fora.
Seus irmãos, porém, com prudência e cuidado, entraram de costas na tenda, levando consigo uma manta, com a qual cobriram a nudez do patriarca. Passado o problema, Noé, o pai, se lembra do que fez Cão e, indignado, lança pesada maldição contra ele.

Pois bem – você dirá – e eu com isso? Hum… talvez muito.

– Não há nada de louvável no que aconteceu no interior da tenda. Mas vai passar. Muita coisa já passou e isso vai passar também. Passou para o restante da família de Noé – mas deixou marcas eternas no filho insensato. Se foi insensato o fato inicial, muito mais o comportamento do tolo Cão.

– Cobrir o Corpo, para preservar sua saúde e não expor a família toda ao vexame. Isso não tem sido a preocupação de muitos tolos como Cão.

– Divulgar, fora da tenda, aquilo que, pela confiança de que desfrutava ao ponto de entrar na tenda do pai, chegou ao seu conhecimento. Isso pareceu muito mal aos olhos do pai, ao ponto de receber maldição eterna por aquilo.

– Aquele que salvara sua vida, empreendendo a construção da arca, não merecia um pouco mais de respeito? De seu cuidado protetor? Afinal o próprio rapaz havia sido protegido anteriormente pela obra do pai.

Temos problemas nesta nossa grande família também. Um companheiro nosso sempre diz que toda família tem um doido. Uma família enorme como a nossa tem vários!

Sejamos, porém, como Sem e Jafé, os filhos que, sabendo da dificuldade no interior da tenda, não foram curiosos e inconsequentes, mas virados para a porta de entrada da tenda, como que vigiando para que ninguém mais fosse alí espiar, cuidaram do nome do pai e da família, sendo respeitosos e prudentes.

Lance sobre os problemas internos da Igreja a capa da intercessão, do jejum e oração de madrugada. Os que assim fizerem certamente serão abençoados.

Um lembrete

Diz o WordPress que alguns chegam até aqui procurando sugestões de mensagens para formaturas, muito comuns nesta época. Acima, à direita há um botão com o nome “Outras Mensagens” que leva a outra página com alguns textos maiores, mais esmiuçados, entre eles algumas mensagens entregues justamente em cultos de formatura. Mas há ainda algumas revelações que o Senhor deu aqui na região sobre Daniel, sobre os maus agricultores e outras pérolas mais. Façam uma visita ali e tenham bom proveito.