A Bem-aventurança de Maria

Escute“Bem aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste”, exclamou uma mulher no meio da multidão que ouvia Jesus, impressionada com a sabedoria de Suas palavras. Lucas registra esse importante diálogo no capítulo 11 de seu evangelho.

Mas conta ainda que o Mestre, discernindo que isso era uma tentativa maligna de desviar o foco do Projeto do Pai, de sobre si para sua mãe, respondeu imediatamente: Mais bem aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a guardam.

É possível que aquela mulher fosse até mesmo uma mãe e imaginasse a felicidade daquela que teve o privilégio de embalar o menino que se tornara naquele brilhante orador. De fato, Maria teve um privilégio único. Foi eleita por Deus Pai para ser um instrumento importante para o momento inicial da revelação visível do Deus invisível. Porém essa grandíssima responsabilidade poderia, uma vez que se tratava de eleição, ter sido recusada pela jovem judia, o que levaria Gabriel a retornar à sala do trono celestial para saber d’Aquele que o enviara qual seria então o “Plano B”.

(Faço este parêntese aqui para sugerir aos pregadores que mostrem isso à Igreja: a proposta de Gabriel a Maria é uma figura perfeita da proposta de salvação a toda a Humanidade: O Espírito Santo desce sobre a pessoa e gera nela Jesus, o Filho que devemos preservar vivo, até àquele dia em que o abraçaremos, dia especial que trará grande alegria, fazendo esquecer todas as dores que enfrentamos até que esse dia chegue.)

Note bem: o privilégio de gerar e cuidar do menino durante sua infância e juventude é único, mas Jesus afirma que não foi a maior bem-aventurança da jovem esposa de José, o carpinteiro. A Bíblia nos mostra que Maria guardou as palavras do anjo. Guardou também o que disse o ancião Simeão, sobre o futuro do menino e também o seu próprio. Guardou quando o menino, com 12 anos, diz a ela e ao marido que estava cuidando dos negócios do Pai. A grande bem-aventurança de Maria foi ouvir e GUARDAR a Palavra do Senhor.

Essa bem-aventurança também foi experimentada por Pedro, por João, Tiago, Paulo e tantos outros que vieram desde então. Você e eu jamais poderemos vivenciar a experiência maternal de Maria, mas Deus estendeu a nós o privilégio de ouvir e guardar a Palavra de Deus.

Maria poderia ter guardado em seu coração as amarguras que passou, os momentos de incerteza, o medo da perseguição, os maus dias, enfim. Mas guardou a Palavra de Deus.

E nós, o que estamos guardando? Poderemos ser chamados por Deus também de BEM-AVENTURADOS?

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Aprendendo a superar os próprios limites

Superando limitesA famosa passagem de Mateus 4, que registra a tentação do Senhor Jesus no deserto, é uma fonte inesgotável de ensino, assim como o restante da Palavra de Deus. Nos dá compreensão melhor da natureza humana, posta à prova na pessoa do Filho de Deus encarnado.

Após o longo período de quarenta dias sem se alimentar, poderia parecer que Jesus estava em seu limite. Foi exatamente aí que começou, de fato, Sua prova. O jejum era um preparo para ela. Observem qual foi a primeira proposta do inimigo: “manda que estas pedras que se transformem em pão”.

Muitas vezes ao andar na direção que o Senhor nos aponta, somos levados ao nosso limite. Ou até onde pensamos que seja o máximo que podemos alcançar. Pensamos assim: “Senhor, não posso prosseguir além deste ponto”. Mas aqui entra o ensino do Bom Mestre. O modo como Ele reagiu ante a tentação de atender à sugestão do adversário (qualquer dica da antiga serpente leva veneno em seu bojo…) é conselho pra você e para mim: Ele prevaleceu através da Palavra do Senhor.

“Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” A Palavra do Senhor, veja bem, estende os nossos limites, nos leva além daquilo que imaginávamos poder realizar. Isso aparece também na vida de Pedro quando, após fazer, por uma noite inteira, o que fazia de melhor – pescar – sem nada conseguir, disse: “Sobre a tua palavra lançarei a rede”. O resto a gente já sabe.

Mas isso não se restringe à nossa experiência aqui. Nos fala também de como o Senhor estenderá o limite da nossa existência, ao cumprir em nós a Sua Palavra, nos levando além, quando não viveremos mais de pão material, mas seremos sustentados para sempre na mesa do Senhor, na Eternidade.

Sugestão do amigo Dr. Walner Barbosa, de Uberlândia, em um dedo de prosa neste último fim de semana em Domingos Martins/ES.