Estamos todos debaixo da mesma condenação

Estamos todos debaixo da mesma condenação

Mateus e Marcos, quando escrevem sobre a crucificação de Jesus, afirmam que ambos malfeitores que O ladeavam zombavam d’Ele. Porém Lucas acrescenta detalhes importantes quando mostra que, enquanto o primeiro continua zombando, o segundo, em dado momento, muda de atitude quanto a Jesus e faz uma admoestação ao primeiro, nos seguintes termos:

“Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.”

(Lucas 23:40, 41)

Veja bem, observe o que diz o primeiro ladrão: Ele afronta Jesus e desafia o Mestre a descer da cruz e a tirá-lo também da sua. Não é um pedido humilde, um clamor sincero, mas uma provocação, uma zombaria que ecoa os brados da multidão. Note aqui: Jesus nada lhe respondeu.

O segundo malfeitor fazia o mesmo, até que cai em si e muda de atitude. É AQUI que eu me enxergo, caro leitor. Não sou um “bom ladrão”. Desde o meu nascimento não fiz outra coisa senão afrontar Aquele que me amou, desafiando Seus preceitos e duvidando de Seu poder. E se em algum momento anterior me voltei para Ele foi para provocar-Lhe, pedindo socorros apenas para esta vida. Queria sair de meus apertos para continuar minha vida de pecados. Porém, a Sua luz brilhou, iluminando repentinamente as trevas da minha rebeldia e me fazendo entender que eu precisava mudar.

Claro que essa mudança não me autoriza a julgar meu semelhante, afinal “todos pecaram”, afirmou o apóstolo Paulo aos Romanos (cap. 3:23). E pergunta, na mesma carta: “Mas tu, por que julgas teu irmão?” (Rom. 14:10). “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha” (I Coríntios 4:5).

Estou debaixo da “mesma condenação”. Minha única esperança é que o Salvador se lembre de mim.

Mas isso não me impede de dizer a todos uma palavra de admoestação: É preciso temer a Deus. Ele é justo e nossos castigos merecidos. É preciso reconhecer que o Senhor Jesus é Santo, é puro e que o mal não é ideia d’Ele.

O malfeitor arrependido, como que ouvindo o conselho do apóstolo Paulo (Tito 3:10, 11) deixa de lidar com o homem para lidar com Deus: “lembra-te de mim”, diz a Jesus, com toda a dificuldade que a crucificação lhe impõe, investindo o que lhe restava de fôlego com aquilo que realmente iria determinar seu futuro. Note agora aqui: A este Jesus responde…

À Igreja de hoje não cabe o papel de julgar a quem quer que seja. Estamos todos debaixo da mesma condenação. Iremos, sim, admoestar aos homens que façam o que fizemos: que mudem de atitude. Mas, sobretudo, iremos gastar até o último fôlego dizendo ao Salvador: LEMBRA-TE DE MIM.

Maravilha de hoje: santidade de ontem

Maravilha de hojeAo informar ao povo hebreu que o Senhor pretendia fazer maravilhas no dia seguinte, Josué faz uma declaração
que é uma espécie de regra de convivência com o Eterno: “santificai-vos – hoje – e farei – amanhã – maravilhas no meio de vós”. Por essa regra, qualquer maravilha que você possa discernir diante dos seus olhos, caro amigo, é desdobramento dos atos de santificação de ontem.
Por “atos de santificação” eu quero dizer, essencialmente, de obediência à vontade do Senhor, que deseja nos separar deste mundo, para nos juntar a Si. Deus quer que maravilha seja nosso ambiente natural. Isaías diz que o primeiro nome do Salvador seria “Maravilhoso”.

Se queremos ver maravilhas amanhã, precisamos de nos santificar hoje. Deus tem pressa nisso. Não seria na semana seguinte, ou na próxima festa, mas amanhã. Se deixarmos a santificação para amanhã, estaremos adiando também as maravilhas. Quantas vezes já fizemos isso para, em seguida, reclamar que as maravilhas estão atrasadas?

A maior maravilha que estava no plano de Deus para Seu povo era cruzar o rio Jordão sem se afogar nele. Ninguém acreditaria se fosse contada. Assim será também o arrebatamento da Igreja: vamos cruzar o rio sem morrer nele

A Porta aberta no céu

 

Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.
E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.
                                                                                          Apocalipse 4:1-2

Considere, pra começar, que João estava preso em uma ilha, exilado, longe de sua terra, de sua família e de tudo mais que amava. Um servo de Deus, que conhecia a “voz de muitas águas”, que já havia falado com ele antes.

Mas entre a última vez em que havia escutado aquela maravilhosa voz e agora, talvez João possa ter ficado abatido ao olhar em volta e não encontrar uma saída para sua situação. Dia após dia, incomodado pela sauThe_Door_to_Heaven_by_heavenlybirddade dos irmãos e familiares, aquele servo de Deus pode ter se sentido como nós às vezes nos sentimos também.

Talvez neste exato momento, caro leitor, você esteja olhando ao redor e procurando uma saída, um escape. Talvez, como João, pareça que sua sorte está entregue a uma autoridade local, um carcereiro que parece deter as chaves de todas as portas.

Mas aquela voz – ó quão preciosa! – volta a soar e, apesar de tonitroante, faz um doce convite àquele homem tão sofrido: Sobe aqui. Ele não escreve ter visto uma escada, apenas a porta LÁ EM CIMA no céu. Pode ser que, como acontece conosco, aquela maravilhosa voz o tenha elevado, tirado João de sobre a Terra/prisão e o levado ao céu. Sim, porque é isso que essa voz, a voz do Espírito Santo tem feito aos servos de Deus ainda hoje: desviado nossa atenção da terra para o céu, nos conduzindo à Porta – a única e maravilhosa: figura do Senhor Jesus – e nos chamado para ver o trono do Altíssimo.

João descobriu, e eu também: A saída para mim não está aqui embaixo e quem governa a minha vida não é nenhum carcereiro. É o que está assentado sobre o trono celestial!