Não estou nem aí…

“Não estou nem aí!”
Essa expressão bastante comum em nossa língua é, obviamente, uma figura de linguagem. Eu estou, literalmente, aí, mas quero deixar claro que não me importo com o problema e nada farei para contribuir em uma possível solução.
Como é a expressão duma postura, duma atitude – ou da falta de uma – muitas vezes acontece mesmo sem palavras. Há muita gente hoje que “não está aí” ainda que esteja à nossa vista.
Como o profeta Jonas, que dormia no porão de um barco que estava prestes a soçobrar. Não estava aí, ainda que estivesse. Se não fosse o capitão do barco chamá-lo a “estar aí”, talvez Jonas e todos os demais tivessem perecido. Só tarde demais ele descobriria que não é simples “não estar aí” como ele pensava.
Às vezes o pastor da igreja, tal como o capitão do barco, precisa investigar os porões do seu navio, para ver se não há alguém dormindo e comprometendo a segurança de todas as pessoas no barco. Precisa dizer a eles: “Que tendes, dormentes?”
“Levanta, clama ao teu Deus!”, disse o velho marinheiro, mostrando que a oração de um, mesmo sonolento, era útil e podia definir a situação, poupando a todos e ao barco também.
Se o seu pastor ou, antes dele, o Espírito Santo, lhe encontrar e disser: “Desperta, tu que dormes!” não demore, talvez só esteja faltando a sua oração pra tormenta de muita gente chegar ao fim.