“…então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come.”

O capítulo 19 do primeiro livro dos Reis conta que o profeta Elias pediu a morte porque não suportava mais a perseguição.

Ele vinha de uma sequência de pelejas:
1 – Acabe perseguindo e matando os profetas;
2 – A solidão na margem do ribeiro tendo por companhia somente os corvos;
3 – A fome em Sarepta e uma viúva que o acusou pela morte do filho;
4 – O povo, que devia adorar a Deus, dividido entre Baal e o Senhor – coube a Elias restaurar o altar sozinho e orar para a chuva descer do céu.

Agora, no seu limite humano, vem a rainha do seu país ameaçá-lo dizendo que, em 24 horas, seria o fim de Elias! Naquele momento difícil para ele, de desgaste profundo, de não ter mais forças para suportar, ele se entrega ao cansaço.  Amorosamente o anjo do Senhor aparece e desperta Elias, lhe dizendo: Levanta e come. Ele comeu e com a força daquela comida caminhou até o monte Horebe.

Talvez você esteja vindo de uma sequência de batalhas, não desaminou, enfrentou cada uma por amor ao Salvador, mas alguma notícia lhe assustou e você chegou a pensar que não aguenta mais! Deus sabe o meu e o seu limite e quando chegamos neste ponto Ele envia o socorro. Somos preciosos para o Senhor. Deus enviou seu anjo com a verdadeira comida e bebida espiritual. Hoje você vai comer e beber do pão e da água que vieram do céu e terá forças para chegar no monte de Deus – o monte Sião, a Jerusalém celestial.

Sugestão do amigo Lauro Filho, de Niterói/RJ

De fé em fé

Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.
Romanos 1:17

Paulo estava se gloriando no evangelho de Cristo, para ele fonte de uma maravilhosa descoberta: a justiça de Deus. Um homem criado sob o jugo de uma religião que lhe ensinara a “fazer para viver” descobre que Deus agora nos propõe “viver para fazer” (leia mais sobre isso em Romanos cap. 10)

Mas ele é bastante específico: a justiça de Deus de fé em fé. O que é isso na prática? Bem, o autor da carta aos Hebreus, no capítulo 11, usa a história de Abraão para explicar e aponta quatro momentos em sua vida em que ele, de maneira notável, agiu pela fé: 1) quando saiu de sua terra para ir a uma terra que ainda não sabia onde ficava; 2) quando peregrinou nessa mesma terra; 3) quando recebeu de Deus poder para gerar um filho em sua velhice e 4) quando ofereceu esse mesmo filho no altar do Senhor (Hebreus 11:8-19).

Portanto, a justiça de Deus impulsiona o fiel a cada experiência de fé, isto é, a cada ato, decisão, realização que se pautou pela fé e não pela razão. Não se trata de uma única experiência de fé, mas de uma vida em que a fé é o grande fator de decisão. Imagino o dia a dia dos apóstolos de Jesus ao lado dEle: quantas coisas corriqueiras, banais, que faziam com que o dia deles se parecesse muito com o nosso. Mas havia aqueles momentos especiais em que a razão humana e a lógica eram abolidas pelas atitudes de Jesus, que desafiavam os costumes e o senso comum. Esses momentos, querido leitor, continuam a acontecer na vida dos que andam ao lado dEle, nos quais nos leva, frequentemente, para onde não queremos ir – mas vamos por saber que, se vivermos, Ele estará conosco. Se não, estaremos com Ele. Cada ato de fé da nossa parte é, sim, um verdadeiro passo nesse Caminho feliz.

Eis que a mão do Senhor não está encolhida

Através de Isaías, o Senhor Deus se queixa de Israel, apontando a real causa de seus problemas. No capítulo 59 de seu livro, o profeta escreve assim, falando em nome do Senhor:

Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.

mão nuvem

 

Talvez o povo estivesse se queixando assim, fazendo uma interpretação errônea de sua situação: Onde está a mão do Senhor, que não age em nosso favor? Ou: Por que o Senhor não escuta nossos clamores, se fazendo de surdo para conosco?

Transferir a culpa dos problemas para o Senhor não é uma atitude, assim, “nova”… Adão já se comportou assim, creditando a Deus a causa de todo o transtorno da queda. “A mulher que tu me deste…” disse ele. A parábola do filho pródigo traz algo semelhante quando diz que o filho, depois de sair de casa considerando o pai morto (pediu a antecipação de sua herança), é recebido por ele, que diz: “Este meu filho estava morto e reviveu”.

Jesus encontra a situação descrita por Isaías no próprio povo de Israel: Ali estava o homem com a mão mirrada e o surdo. O problema não estava no médico. Estava mesmo no paciente…

Vós sois a carta de Cristo

510a94ea019b6a862e65745ff1d63bf1Há alguns dias eu orava por uma mensagem para trazer a um grupo de trabalhadores da igreja e, quando tomei a Bíblia para ler um pouco, meus olhos se detiveram sobre uma anotação na capa: Edição Almeida Revista e Corrigida. O Espírito Santo me fez ali perceber que é possível associar a Bíblia com a Igreja.

Antes de prosseguir, claro, busquei um texto que pudesse apoiar essa comparação. Lembrei-me desse que mencionei no título:

Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.
2 Coríntios 3:3

Pois bem, ali, entre a primeira e a última capa do sagrado livro estão os escritos de cerca de quarenta homens diferentes, que viveram em lugares e tempos distintos, mas que CONCORDAM em tudo. Isso é notável, maravilhoso mesmo. Considere a dificuldade de se fazer concordar duas pessoas, maior ainda quanto mais pessoas você fizer adicionar à sua equação. Nós que cremos na Bíblia sabemos que há um “fio de escarlate” que une cada um dos 66 livros da Palavra de Deus. Esse fio é a inspiração do Espírito Santo de Deus, que faz desse um livro único. A Igreja também, se tem essa doce condução, do Santo Espírito em sua vida, em seus membros, também se torna uma instituição única, incomparável mesmo.

Há muito o que se considerar aqui e podíamos escrever um livro sobre o assunto (!) mas quero conduzir sua atenção ao seguinte ponto: a inscrição que mencionei, existente na capa da Bíblia informa que essa versão – fiel no conteúdo, mas traduzida na linguagem do nosso país – foi revista e corrigida, com o objetivo de fazê-la compreensível aos leitores da língua portuguesa. Você, meu amado irmão, tem se permitido ser revisto? Ser avaliado, analisado, escrutinado pelo Espírito de Deus? E, no caso de ser necessário, tem se deixado corrigir por Ele? Digo isso porque essa informação na capa da minha Bíblia me traz segurança sobre a veracidade de sua mensagem. A Igreja será sempre mensageira fiel se ela se deixar ser revista e corrigida pelo seu Dono, o Autor da nossa fé.

Nem neste monte…

…nem em Jerusalém, adorareis ao Pai.glass stairway to an open door

Jesus disse estas palavras à mulher que Ele encontrou à beira do poço de Jacó, em Samaria. Foi um diálogo difícil. O Senhor estava levando seu entendimento, limitado pela razão, para algo novo para ela. E para todos nós também.

Há alguns dias minha filha, ao ler essa passagem, me disse que Jesus não parecia muito interessado em esclarecer as coisas para aquela mulher. Ao falar usando tantas figuras e simbolismos, parecia mais lhe propor um enigma do que lhe ensinar alguma coisa. Confesso que tive que fazer uma oração secreta e silenciosa enquanto buscava as palavras certas para “defender” Jesus.

Mas como a meditação das Palavras de Deus produz luz (Salmo 119:130), emendei a conversa e contei com a operação do Espírito Santo.

Mostrei a ela, primeiramente, que as palavras do Senhor tem como objetivo fazer com que creiamos que Ele é o Filho de Deus e que, crendo, tenhamos vida em Seu nome (João 20:31), isto é, Jesus não falava aquilo somente para ela, visava uma “audiência” muito maior – o mundo inteiro.

De fato, usando a mera razão, as palavras de Jesus ali e em diversas outras passagens, ficam difíceis de se compreender e aplicar. Mesmo um doutor da lei, Nicodemos, teve dificuldades em alcançar o entendimento do que Ele falava (João 3). Afinal, “homem nenhum falou como esse Homem”.

Se as palavras de Jesus fazem pouco ou nenhum sentido neste mundo físico – limitado pelas quatro medidas reconhecidas pela ciência: altura, largura, profundidade e tempo – quando o homem rompe essas quatro medidas, alcança o que está além, uma “quinta medida”, digamos, que só se alcança por revelação, isto é, “ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar“(Mateus 11:27).

Esse entendimento estava além da compreensão daquela simples mulher samaritana e está além da compreensão do homem natural, mesmo o mais humanamente esclarecido dentre todos. As coisas do Pai só se alcançam por revelação.

É por isso que os discursos de Jesus faziam seus ouvintes pensar: “que quer dizer isso?”, expressão comum entre o povo. A mulher, em certo momento da conversa, quis achar um ponto de referência no plano humano: Este ou aquele monte? Ao que Jesus responde: os verdadeiros adoradores são os que adorarão ao Pai em espírito – ou seja: não no plano material.

Assim foi quando Jesus falou de todas as suas comparações: pão, água, luz, caminho, etc. Tudo isso estava fora destas quatro medidas. Não se tratava do pão da padaria ou da água da companhia de saneamento. E só a revelação pode nos levar até lá. Só a porta nos céus, vista por João, nos leva além da Letra, que mata e morre, para a dimensão do Espírito que é vivo e vivifica. A Ele, a Porta, toda a glória.

Não estou nem aí…

“Não estou nem aí!”
Essa expressão bastante comum em nossa língua é, obviamente, uma figura de linguagem. Eu estou, literalmente, aí, mas quero deixar claro que não me importo com o problema e nada farei para contribuir em uma possível solução.
Como é a expressão duma postura, duma atitude – ou da falta de uma – muitas vezes acontece mesmo sem palavras. Há muita gente hoje que “não está aí” ainda que esteja à nossa vista.
Como o profeta Jonas, que dormia no porão de um barco que estava prestes a soçobrar. Não estava aí, ainda que estivesse. Se não fosse o capitão do barco chamá-lo a “estar aí”, talvez Jonas e todos os demais tivessem perecido. Só tarde demais ele descobriria que não é simples “não estar aí” como ele pensava.
Às vezes o pastor da igreja, tal como o capitão do barco, precisa investigar os porões do seu navio, para ver se não há alguém dormindo e comprometendo a segurança de todas as pessoas no barco. Precisa dizer a eles: “Que tendes, dormentes?”
“Levanta, clama ao teu Deus!”, disse o velho marinheiro, mostrando que a oração de um, mesmo sonolento, era útil e podia definir a situação, poupando a todos e ao barco também.
Se o seu pastor ou, antes dele, o Espírito Santo, lhe encontrar e disser: “Desperta, tu que dormes!” não demore, talvez só esteja faltando a sua oração pra tormenta de muita gente chegar ao fim.

Sugestão para quem quer aprender (ou se aperfeiçoar) em música

Eu me envolvi com a música desde a adolescência e creio que Deus usou isso para me integrar mais na Igreja. O convívio com os músicos da igreja demonstrou que o conhecimento musical ganha muito sentido quando você direciona seu esforço em aprender e se aperfeiçoar para ser útil à congregação. Os cultos diários me ajudaram a perseverar. Mas naquele tempo – e ainda hoje – a maioria dos músicos da igreja era composta de amadores e o ensino de teoria musical era resultado de um membro mais abnegado e desejoso de ver o Senhor levantar valores novos nesse meio. Continuei autodidata (pelo menos não coloco a culpa em mais ninguém…).

Hoje quero compartilhar um espaço que conheci chamado “Descomplicando a Música” (clique aqui: http://www.descomplicandoamusica.com). Como o próprio nome sugere, o foco deles é incentivar e ajudar as pessoas a se envolverem mais e encontrarem material acessível e de boa (ótima) qualidade para desenvolverem suas aptidões musicais. Faça uma visita, vai gostar.